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Amor é o bastante?

 
     
 

         Relacionamentos, para darem certo, precisam de uma grande dose de amor. Mas, só o amor é importante? Não, na maioria das vezes, amar somente não basta. Felizes os casais de namorados ou noivos que descobrem isso antes de dizer o SIM, pois podem evitar muitas brigas, lágrimas, mágoas e sofrimento; podem cuidar um do outro e do relacionamento antes que tenha um desgaste fatal.

 
     
 

          Quantas vezes ouvimos de um cônjuge, em crise conjugal, proferir: “Pensei que o amor fosse capaz de suportar e superar as imperfeições”. Ou ainda: “Achei que as virtudes pudessem encobrir os defeitos”.

 
     
 

         Muitas vezes o medo de sofrer, da solidão, de não conhecer um novo amor, a falta de coragem para terminar o namoro ou a ilusão de que ainda irá fazer a pessoa amada mudar seu comportamento (como se alguém tivesse a capacidade de mudar o outro) acabam por unir um casal pelos laços sagrados do casamento.“arcaicos” da vida conjugal.

 
     
 

          Na verdade, é preciso ter uma grande coragem para buscar a perfeita e boa vontade de Deus e chegar à conclusão de que o melhor é pôr fim no relacionamento, quando nele estão envolvidas duas pessoas que se gostam tanto.

 
     
 

         Quando o assunto é o coração, é difícil usar a razão. Às vezes, a cabeça avisa: “Isso não vai dar certo!” Mas o coração responde: “Amar basta”. O amor basta sim, quando o outro é aceito do jeitinho que é, sem restrições; caso contrário, qual amor humano sobrevive às críticas, reclamações, rejeição, hostilidade, desdenho, teimosia, incompreensão, mágoas, opressão, comparações, orgulho?

 
     
 

         Para que duas pessoas tão diferentes em gênero, número e grau vivam felizes no dia-a-dia da vida precisam aceitar um ao outro incondicionalmente, decidindo amá-lo apesar de. Afinal, ninguém é perfeito.

 
     
 

         Se um casal de noivos descobre que não pode suportar conviver com determinadas características da pessoa que ama, é melhor pensar duas vezes antes de assumir o compromisso “até que a morte os separe”.

 
     
 

         Quando Adão contemplou a presença de Eva a seu lado, declarou: “esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne”. Pare e pense na profundidade dessa declaração. Em outras palavras, podemos dizer que Adão entendeu que ele e Eva haviam se tornado uma só pessoa. Adão aprendeu isso com Deus, quando Ele disse: “...e serão os dois uma só carne”.

 
     
 

         Deus criou homem e mulher diferentes um do outro para se completarem, não para viverem se digladiando por causa dessa diferença.

 
     
 

         Em suma, podemos dizer que o amor por si só não basta, quando esse amor é exigente, egoísta; quando não respeita a individualidade do outro; quando ultrapassa a vontade e o desejo do outro.

 
     
 

        Você, precisará, quando se casar, fazer um grande trabalho em seu coração, usando o amor, a fé e a razão. Cultive o amor, porque amar é uma ação; busque a Deus em oração, para que você não se desanime; leia sempre livros sobre relacionamento conjugal e lembre-se todos os dias que a vontade de Deus é que vocês permaneçam casados para sempre.

 
     
 

        Para terminar, deixo, para você refletir, um pensamento de Victor Hugo, que é de grande beleza, profundidade e verdade: “A maior felicidade da vida é a convicção de sermos amados, amados por nós mesmos, ou, melhor ainda, apesar de nós mesmos.”

 
     
 
Trecho extraído com autorização do site: www.clickfamilia.org.br
 
 
Psicóloga Elizabete Bifano
 
     
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