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Casamento faz bem

 
     
 

         'Se você quiser viver mais tempo, perca peso’. Isto é o que diz um estudo recente e amplamente divulgado, o qual foi publicado no New England Journal of Medicine (Jornal de Medicina da Nova Inglaterra).

 
     
 

          Mas, na verdade, há uma outra maneira, mais eficaz, a fim de aumentar a sua longevidade, de seu cônjuge e de seus filhos, sem que tenham que suar tanto ou sofrer com uma dieta rigorosa. Basta que permaneça casado.

 
     
 

          De acordo com um estudo, recentemente publicado no American Journal of Public Health (Jornal Americano de Saúde Pública) e no American Psychologist (Jornal de Psicologia Americana), tanto a separação de uma pessoa, quanto o divórcio de seus pais, reduziram, consideravelmente, a expectativa de vida de um grupo de 1500 crianças, as quais foram pesquisadas ao longo de suas vidas.

 
     
 

          É verdade. O divórcio pode colocar a sua saúde em risco. Homens e mulheres que experimentaram o divórcio em algum período de sua vida, mesmo tendo se casado novamente, ainda assim tiveram 40% mais chances de ter uma diminuição do tempo de vida que aqueles que permaneceram casados. Aqueles que não se casaram novamente ficaram em situação mais delicada. Homens que permaneceram divorciados ou separados apresentaram um índice de 120% a mais de probabilidade de diminuir a perspectiva de vida. Entre as mulheres, o risco pulou para 80%.

 
     
 

         Dr. David B. Larson, Presidente do Instituto Nacional de Pesquisa para o Cuidado da Saúde (National Institute for Healthcare Research – NIHR), em Rockville, MD, divulgou, recentemente, um relatório de uma extensa pesquisa com muito mais detalhe sobre o impacto do divórcio sobre a saúde. Entre outras descobertas, o Dr. Larson descobriu que as pessoas divorciadas tinham mais probabilidade de ficarem doentes. Entre os homens, a probabilidade de ter problemas cardiovasculares era duas vezes maior do que em homens casados. Na verdade, homens divorciados que não fumavam corriam um risco apenas ligeiramente menor do que os casados que consumiam uma carteira de cigarros por dia.

 
     
 

         Conquanto a ameaça de uma morte prematura não tenha um grande efeito na mente dos casais que estão pensando em se divorciar, o fato de que isto pode abreviar a vida de seus filhos deve ser razão suficiente para levá-los a refletir.

 
     
 

          É interessante observar que os resultados negativos associados com o crescimento num contexto de separação podem ser compensados pela fé cristã. O Dr. Larson descobriu que a experiência religiosa não apenas diminui a possibilidade do divórcio, como também é um prognóstico de uma grande satisfação no casamento. Indo além, muitos outros estudos têm mostrado o relacionamento positivo entre a experiência religiosa e uma maior longevidade.

 
     
 

         Um estudo sobre a população idosa, publicado no American Journal of Epidemiology (Jornal Americano de Epidemiologia), descobriu que os menos religiosos tinham um grau de mortalidade duas vezes maior do que aqueles que eram mais religiosos, independentemente de idade, estado civil, educação, raça, sexo. Um outro estudo, de 10 anos, com 2.700 pessoas, revelou que o aumento de freqüência à igreja era o único fator social que, efetivamente, diminuía a taxa de mortalidade entre as mulheres.

 
     
 

         Enquanto o divórcio é claramente uma grande questão pública da saúde, fazer com que o índice de crescimento diminua é um trabalho muito difícil. Mas não é de maneira nenhuma impossível. Convencer as pessoas a perder peso é também muito difícil. Contudo, muitas pessoas, em todo lugar, sacrificarão um Big Mac, procurarão os Vigilantes do Peso, freqüentarão uma Academia de Ginástica, um SPA, etc. Sempre com o objetivo de perder peso, para que possam viver mais tempo e ter melhor qualidade de vida.

 
     
 

          Quem sabe, um novo marketing para promover o casamento precisa ser desenvolvido? Os shows da TV poderiam mostrar mais casais casados e menos casais divorciados; conselheiros matrimoniais e terapeutas de casal poderiam aparecer mais nos meios de comunicação; as novelas poderiam mostrar casais tentando melhorar e salvar o casamento; frases sobre a importância do casamento poderiam ser impressas nas certidões de casamento. Se essas iniciativas não ajudarem em muita coisa, ao menos elas darão um novo significado para o termo ‘uma vez casado, casado para sempre’.

 
     
 
Trecho extraído com autorização do site: www.clickfamilia.org.br
 
 
Gracie S. Hsu
 
     
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