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Deus está na sua casa?

 
     
 

         John M. Drescher, no seu ótimo livro “Em busca do amor no casamento”, nos relata que existe uma lenda antiga da Groelândia que recomenda a um estranho , ao bater à porta de alguém, deve perguntar: “Deus está nesta casa?”.

 
     
 

          Quando li sobre esta lenda, logo pude lembrar-me de um personagem bíblico. Seu nome é pouco conhecido. Ele se chamava Obede-Edom. A história, que se encontra em 1 Cr 13, nos dá conta que a arca estava sendo transportada para Jerusalém. Davi fez com que a arca ficasse durante três meses com a família de Obede-Edom. É interessante lembrar o texto registrado em 1 Cr 13.14: “...e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o que lhe pertencia”.

 
     
 

          Como sabemos, a arca era o símbolo da presença de Deus. Durante três meses, a família de Obede-Edom experimentou, de perto, a presença de Deus.

 
     
 

          O texto aqui lembrado, nos mostra a importância de se cultivar a presença de Deus na família. Uma das primeiras atitudes que devemos tomar começa, sem dúvida, com uma visão divina da união conjugal.

 
     
 

          Henry Nouwen, escreveu: “O casamento não é uma atração eterna entre dois indivíduos, mas um chamado para que duas pessoas testemunhem o amor divino”. Ainda segundo Nouwen, “o verdadeiro mistério do casamento não é que o marido e mulher se amam tanto que descobrem Deus na vida do outro, mas que Deus os ama tanto que eles podem descobrir-se cada vez mais vivendo as lembranças da presença de Deus. Eles são mesmo atraídos um para o outro, como duas mãos que juntam em uma prece a Deus e formam assim a sua morada neste mundo”.

 
     
 

         Em segundo lugar, se queremos cultivar a presença de Deus na família é preciso que esposo e esposa, pais e filhos vivam os princípios divinos para as relações familiares. A igreja evangélica brasileira causaria um maior impacto na sociedade quando ajudar casais, pais e filhos a viverem os princípios divinos nas relações familiares.

 
     
 

          Não podemos divorciar nossa vida eclesiástica da vida familiar. Deus está querendo, antes de tudo, que os maridos cristãos sejam amorosos (Ef 2.25), fiéis (Ml 2.14),que honrem a esposa (1 Pd 3.7), que trate-as com delicadeza (Cl 3.19b) que vivam em entendimento (1 Pd 3.7), que sejam interessados e cuidadosos na satisfação sexual das esposas ( 1 Co 7.3) que vivam em unidade conjugal (Gn 2.24; Ef 5.23,31) e que zelem pelo crescimento espiritual de suas esposas (Ef 2.25-29). Deus deseja, mais do que nunca, de esposas que sejam ajudadoras (Gn 2.18), submissas (Ef 5.22), mansas e tranqüilas (1 Pd 3.4), piedosas ( 1 Pd 3.3). Deus está buscando pais que eduquem os seus filhos segundo os preceitos bíblicos (Dt 6. 6-9), que coloquem limites e os admoestem (Ef 6.4), e que não sejam provocativos (Ef. 6.4). Por outro lado, Deus estará presente também na família, quando os filhos valorizarem e honrarem mais os seus pais (Ef 6.2), forem mais obedientes, (Ef 6.1) mesmo quando os pais não forem crentes e que nesta obediência não interfira na sua fé em Jesus como Salvador (Lc 9.62). Cremos que, como casais e famílias, procurarmos vivenciar estes princípios, mostraremos aos nossos vizinhos e amigos que verdadeiramente Deus habita em nosso lar.

 
     
 

          Por outro lado, Deus fará morada em no nosso lar, quando cultivarmos uma vida devocional pessoal, conjugal e familiar. Urge que encontremos, diariamente, um tempo para a devoção pessoal. Isto significa que como crentes estejamos atentos e dispostos a separar um tempo para a devoção.

 
     
 

          Na Bíblia encontramos exemplos de homens e mulheres que foram tremendamente usados por Deus e separavam a ‘hora tranqüila’ às vezes pela manhã, é verdade, mas também à tarde ou à noite, e às vezes até de madrugada.

 
     
 

          Os casais também devem ter um momento devocional. “Orar juntos é o laço mais forte de união de um casal”, afirmou Paul Tournier em um dos seus muitos livros.

 
     
 

          E na família, como fica o momento devocional, quando marido e mulher trabalham fora e saem mais cedo de casa, fazem algum curso noturno e quando os filhos estão, cada vez mais, envolvidos nos seus estudos e cursos diversos? Sabemos que está é a realidade de muitas famílias hoje, especialmente as que vivem nos grandes centros urbanos. Devemos descobrir um dia e um horário para, como família, nos reunirmos em torno da Palavra de Deus. O importante, como famílias, é não perder a perspectiva de que Deus deseja ser cultuado no ambiente familiar.

 
     
 

          “Deus está na sua casa?”. Pergunta que devemos constantemente responder como crentes individualmente, como casais, pais e filhos. Se demonstrarmos, realmente, que a nossa casa Deus está presente, com certeza seremos não somente abençoados mas como também abençoaremos nossos vizinhos, amigos e demais familiares.

 
     
 
Trecho extraído com autorização do site: www.clickfamilia.org.br
 
 
Pr. Gilson Bifano
 
     
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