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Virtudes, conflitos e saídas de uma vida a dois

 
 
 
 

         “Depois o Deus Eterno disse: - Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade.”
(Gênesis 2:18 - BLH)

 
     
 

          Dificilmente um ser sobre a face da terra suporta viver sozinho por muito tempo. A revista VEJA nº13, de 27/03/96, publicou um artigo sobre um urso Panda que adoeceu e morreu num zoológico de Nova York por causa da solidão. Após a morte de sua companheira, ele começou a entristecer, perdeu o apetite, adoeceu e acabou morrendo também.

 
     
 

          Com o ser humano não é diferente. pela própria essência da sua criação, ele tem uma grande necessidade de estar acompanhado. A solidão pode ser devastadora para um ser tão criativo e sonhador. Podemos dizer que é um ser marcado pela incompletude; por isso se lança a procura de quê ou quem preencha esse vazio. Assim é que homem e mulher buscam uma forma de organização entre os sexos com o objetivo de se completarem

 
     
 

 

 
 

Eu, você , nós ... e os conflitos

 
     
 

          Apesar da necessidade recíproca do homem e da mulher estarem juntos, é muito comum, nos dias de hoje, vermos os casamentos fracassando. Os motivos apresentados são vários: incompatibilidade de gênios, incompreensão, desamor e infidelidade são apenas alguns.

 
     
 

          Raramente o tempo de namoro e noivado não serão suficientes para que um conheça o outro satisfatoriamente; isso vai acontecendo a medida em que “comem juntos um saco cheio de sal”.

 
     
 

          Qualquer cônjuge no exercício do seu papel há de concordar que ser casal não é tarefa fácil. Repartir a vida com alguém é um grande desafio.

 
     
 

          Homens e mulheres são seres humanos muito diferentes um do outro. As características atribuídas tanto ao homem quanto a mulher em suas formas de pensar, agir e sentir tem tudo a ver com os aspectos de caráter e personalidade adquiridos pelos fatores biológicos, históricos e culturais. Para comprovar essa verdade, basta dar uma olhada na maneira como meninos e meninas são criados. A menina desde cedo é estimulada a cultivar e transparecer sua sensibilidade e emotividade; se cai e chora, é protegida e consolada; brinca de casinha e com bichinhos de pelúcia; aprende a ser dependente e frágil. O menino é criado com muito mais liberdade; se chora, dizem-lhe que homem não pode chorar; brinca com carrinhos e bolas, desenvolvendo mais a racionalização do que a emoção.

 
     
 

          Quando adentramos para o casamento, levamos conosco uma mala enorme cheinha de atitudes, idéias, comportamentos e crenças que aprendemos durante a vida toda, com nossas famílias. Então, não é de admirar que surjam conflitos entre pessoas tão diferentes, vindas de famílias tão diferentes, para viverem numa nova vida a dois.

 
     
 

          Um desses conflitos é a dificuldade de comunicação. Muitas pessoas não aprenderam como comunicar-se. Muitas vezes, quando conseguem fazê-lo, é de forma errada; pois não entendem nem dão-se a entender para o outro, criando um bloqueio na comunicação do casal.

 
     
     
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