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Eclesiastes |
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Autor |
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Salomão,
segundo o que tradicionalmente se sabe, embora muitos
agora duvidem dessa opinião. Alguns acreditam que
o escritor fosse um anônimo Pregador (ou professor,
ou líder de assembléia) que simplesmente
falou da perspectiva de um rei (1.1), usando isso como
recurso didático. Outros afirmam que um sábio
compilou as opiniões do Pregador como meio de instruir
seu filho (12.11,12). |
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Por
que ler esse livro? |
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Se
as questões profundas e confusas da vida o deixam
perplexo, examine Eclesiastes - mas prepare-se para algumas
surpresas. Num exame superficial, parece que Eclesiastes
está desafiando as verdades bíblicas essenciais.
O livro ousa enfrentar questões difíceis.
Revela a vida do mundo pecaminoso, sem camadas de verniz.
Oferece um vislumbre da mente secular. Examina os sofrimentos
e as lutas, procurando um sentido em tudo isso. No entanto,
o que é mais importante, no fim Eclesiastes nos
dá uma solução. |
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Conteúdo |
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O
livro de Eclesiastes apresenta todos os indícios
de ser um ensaio literário cuidadosamente composto
que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de
poder ser entendido em parte. O Conteúdo do livro
é definido por versos quase idênticos (1.2;
12.8), que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir
as conclusões do autor. O tema é definido
em 1.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu
trabalho, que ele faz debaixo do sol?” Ou, pode
a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano
à parte da revelação de Deus? |
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A
busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem)
fixo, imutável, que possa ser achado nesta vida (“debaixo
do sol”), que possa servir como base de uma vida adequada.
O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1.3)
e também pode ser traduzido por “ganho”,
“valor”. “Vaidade” é uma
palavra –chave no livro, traduzida do termo hebraico
hebel (lit. “fôlego”), indicando assim
aquilo que é mortal, transitório e efêmero.
Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade
para alcançar o valor procurado, ele os acha evasivos
(“aflição de espírito”),
fugazes e transitórios (“vaidade”). |
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A
“sabedoria” de 1.12-18 está desprovida
de valor verdadeiro. E a resposta também não
é encontrada no prazer, na riqueza, em grandes realizações
(2.1-11), em um doutrina de compensação (2.12-17)
ou no materialismo (2.18-26). |
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Qual
deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações
nem as coisas materiais são yitron, ou seja, não
têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário
do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também
as coisas que Deus nos tem concedido (3.11-12; 5.18-20;
9.7-10), lembrando que, no final, Deus nos julgará
pelo modo como fizemos isso (11.7-10). |
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Mesmo
a própria vida humana, em qualquer sentido humanista,
secular, não pode ser considerada como o yitron que
o Pregador procura. Mesmo a relação de vida
e morte é um tema subordinado no livro. |
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Mas
retomando à busca principal do Pregador: será
que essa busca está destinada a terminar (12.8) como
começou (1.2), numa nota de desespero? A constante
investigação do Pregador por um sentido para
toda a existência demonstra que ele é um otimista,
não um pessimista, e o seu fracasso em descobrir
algum valor absoluto, permanente, nesta vida (“debaixo
do sol”), não significa que a sua busca seja
um fracasso. Ao contrário, ele se acha forçado
(pela observação de Deus pôs ordem no
universo quando este foi criado, 3.1-14) a buscar o valor
que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo
do sol”, mas “acima do sol”, por assim
dizer). Embora não afirme isso especificamente, a
lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar
o único verdadeiro yitron no temor (reverência)
e na obediência a Deus (11.7-12.7). Isso é
afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade
é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus
mandamentos (12.13). Isso precisa acontecer, mesmo que durante
esta vida não haja justiça verdadeira , pois
Deus, no fim, trará a juízo tudo o que existe
(11.9; 12.14). Com esta observação profunda
o livro termina. |
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