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     Hebreus  
     
 
Autor
 
 

         O autor não se identifica. Alguns acham que foi Paulo, outros, porém, supõem que tenham sido Barnabé, Lucas ou Apolo os possíveis autores.

 
 

 

 

 
 
Por que ler esse livro?
 
 

         Todos enfrentamos frustrações, obstáculos e tentações; a nossa jornada espiritual nem sempre tem um ritmo tranqüilo. Mas a carta aos Hebreus oferece auxílio para ocasiões como essas, primeiramente reconhecendo as armadilhas e os perigos e em segundo lugar incentivando-nos a nunca desistir. Hebreus é como as ilustrações do treinador no intervalo do jogo: ajuda-nos a encontrar inspiração para prosseguirmos na fé.

 
 

 

 

 
 
Conteúdo
 
 

         Uma palavra importante da epístola é “melhor”, usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1.4; 7.19,22; 8.6; 9.23; 10.34; 11.16,35,40).

 
     
 

         A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno, sacerdotes terrenos, sacrifícios terrenos, um acordo que prometia a prosperidade terrena. Em contraste, Cristo está “à destra da Majestade, nas alturas” (1.3), onde distribui as bênçãos celestes (3.1; 6.4; 8.5; 11.16; 12.22-23).

 
     
 

         Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. Cristo é o sumo Sacerdote, não segundo a ordem de Aarão, mas sim de Melquisedeque, que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. Sendo assim, Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo, que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus, e não por herança (5.5-6). Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados, bem como pelos pecados de outras pessoas, Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem, e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles.

 
     
 

         O cap. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé, enquanto os vs. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas, sofrimento e perseguição através da fé. Significativamente, não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos, de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles.

 
     
 
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