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Jó |
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Autor |
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Talvez
um israelita desconhecido, embora ninguém saiba
com certeza. Vários nomes são apresentados
como possíveis autores: Jó (embora não
fosse israelita), Eliú, Moisés, Salomão,
Isaías Ezequias ou Baruque (amigo de Jeremias). |
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Por
que ler esse livro? |
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Para
explorar as perguntas mais difíceis da vida - as
que a maioria das pessoas faz numa ou noutra ocasião:
"Por que há o mal no mundo? Por que há
dor, sofrimento e mágoa? Por que os justos sofrem?".
Se você já ficou perplexo com perguntas assim
- ou talvez decepcionado com respostas simplistas -, dará
valor ao modo honesto como o livro de Jó examina
os caminhos misteriosos de Deus. |
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Conteúdo |
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A
própria Escritura atesta que Jó foi uma
pessoa real. Ele é citado em Ez 14.14 e Tg 5.11.
Jó era um gentil. Acredita-se que era descendente
de Naor, irmão de Abraão. Conhecia Deus
pelo nome de “Shaddai” - o Todo Poderoso.
(Há 30 referências a Shaddai no Livro de
Jó). Ele era um homem rico e levava um estilo de
vida siminômade. |
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O
Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático
de uma história épica”. Os caps 1-2
são um prólogo que descreve o cenário
da história. Satanás apresenta-se ao Senhor,
junto com os filhos de Deus, e desafia a piedade de Jó,
dizendo: “Porventura, teme Jó a Deus debalde?”
(1.9). Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse
tudo o que possuía, amaldiçoaria a Deus. Deus
dá licença a satanás para provar a
fé que tinha Jó, privando-o de sua riqueza,
da sua família e, finalmente, da sua saúde.
Mesmo assim, “em tudo isto não pecou Jó
com os seus lábios” (2.10). Jó, então,
é visitado por três amigos—Elifaz, o
temanita; Bildade, o suíta e Zofar, o naamatita;
que ficam impressionados pela deplorável condição
de Jó que permanecem sentados com Jó durante
sete dias sem dizer uma só palavra. |
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A
maior parte do livro é composta por três diálogos
entre Jó e Zofar, seguidos pelo desafio de Eliú
a Jó. Os quatro homens tentam responder a pergunta:
“ Por que sofre Jó?” Elifaz, argumentando
a partir da sua experiência, declara que Jó
sofre porque pecou. Argumenta que aqueles que pecam são
punidos. Como Jó está sofrendo, obviamente
pecou. Bildade, sustentando sua autoridade na tradição,
sugere que jó é um hipócrita. Também
ele faz a inferência de que se os problemas vieram,
então Jó deve ter pecado. “Se fores
puro e reto, certamente, logo despertará por ti”
(8.6). Zofar condena Jó por verbosidade, presunção,
e pecaminosidade, concluindo que Jó está recebendo
menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de
ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11.6). |
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Os
três homens chegam basicamente à mesma conclusão:
o sofrimento é conseqüência direta do
pecado, e a iniqüidade é sempre punida. Argumentam
que é possível avaliar o favor ou desfavor
de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade
material. Assumem erroneamente que o povo pode compreender
os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as
bênçãos e a retribuição
divina podem ir além da vida presente. |
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Na
sua resposta aos seu amigos, Jó reafirma a sua inocência,
dizendo que a experiência prova que tanto o justo
como o injusto sofrem, e ambos desfrutam momentos de prosperidade.
Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas
perdas, expressando a sua tristeza em relação
a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. |
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Depois
que os três amigos terminam, um jovem, chamado Eliú,
confronta-se com Jó, que prefere não responder
suas acusações. O argumento de Eliú
pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do
que qualquer ser humano, isso significa que nenhuma pessoa
tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação
dele. Argumenta que o ser humano não consegue entender
algumas coisas que Deus faz. Ao mesmo tempo, Eliú
sugere que Deus irá falar se ouvirmos. A sua ênfase
está na atitude do sofredor, ou seja, uma atitude
de humildade levará Deus a intervir. Essa é
a essência da sua mensagem: em vez de aprender com
o seu sofrimento, Jó demonstra a mesma atitude dos
ímpios para com Deus, e esta é a razão
pela qual ainda está sofrendo aflição.
O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé
verdadeira em Deus, em vez de ficar pedindo explicação.
2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. |
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Não
se deve concluir que todas as objeções dos
amigos de Jó representem tudo o que se pensava de
Deus durante aquela época. Na medida em que a revelação
da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através
da história e das Escrituras, descobrimos que algumas
dessas opiniões eram incompletas. Evidentemente,
isso não faz com que o texto seja menos inspirado,
antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes
como realmente aconteceram. |
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Quando
os quatro concluíram, Deus respondeu a Jó
de dentro de um remoinho. A resposta de deus não
é uma explicação dos sofrimentos de
Jó, mas, através de uma série de perguntas,
Deus procura tornar Jó mais humilde. Quando relemos
a fala de Deus através do remoinho, tiramos três
conclusões a respeito do sofrimento de Jó:
1) não aparece a intenção de se revelar
a Jó a causa dos seus sofrimentos. Deus não
podia, provavelmente, explicar alguns aspectos do sofrimento
humano, no momento em que acontece, sem o risco de destruir
o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado
a cumprir. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano:
Jó e o seu sofrimento são suficientes que
Deus fale com ele. 3) o propósito de Deus também
era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça
própria, da sua defesa própria e sabedoria
auto-suficiente, de forma que pudesse buscar esses valores
em Deus. |
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