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     Juízes  
     
 
Autor
 
 

         A tradição atribui sua autoria a Samuel, mas não se sabe com certeza quem o escreveu. É possível que o autor tenha sido um dos companheiros de Samuel, talvez outro profeta.

 
 

 

 

 
 
Por que ler esse livro?
 
 

         Juízes está cheio de histórias sensacionais, tão empolgantes quanto qualquer manchete de nossos dias. Em se tratando de melodrama - assassinatos horríveis, explorações sexuais, feitos de poder sobre-humano, mutilações bizarras -, nenhum tablóide poderia oferecer mais. Por trás das histórias sensacionais, porém, encontram-se lições eternas que você nunca encontraria em nenhum tablóide. O livro de Juízes mostra o que pode acontecer quando uma sociedade decai na anarquia moral. Mas mostra também a redenção misericordiosa de Deus, quando o povo clama por ele em arrependimento.

 
 

 

 

 
 
Conteúdo
 
 

         A parte principal do livro (3.7-16.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia); o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão); o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento); e, em resposta ao seu clamor, o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). Seis indivíduos— Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão—, cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes, são classificados como “juízes maiores”. Seis outros, que são mencionados rapidamente— Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom—, são conhecidos como “juízes menores”. Um décimo terceiro personagem, Abimeleque, está vinculado à história de Gideão.

 
     
 

         Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17.1—21.15) na forma de um epílogo. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes, mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor, a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá, no território de Benjamim, e a conseqüente guerra benjamita. Aparentemente, o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”.

 
     
 
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