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     Marcos  
     
 
Autor
 
 

         João Marcos, filho de uma viúva de Jerusalém, cuja casa era local de reuniões dos primeiros crentes (v. At 12.12). Marcos talvez tenha registrado os acontecimentos enquanto ouvia em primeira mão do discípulo Pedro.

 
 

 

 

 
 
Por que ler esse livro?
 
 

         As emissoras de rádio especializadas na notícia ressaltam os principais acontecimentos do mundo - em 30 minutos ou menos. O evangelho de Marcos segue o mesmo método acelerado para apresentar Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os leitores encontram destaques do seu ministério, morte e ressurreição. Saindo do anonimato, esse singular homem-Deus prega, realiza milagres e encontra, ao mesmo tempo, grande popularidade e oposição mortal. É a maior notícia de todos os tempos.

 
 

 

 

 
 
Conteúdo
 
 

         Marcos estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus, que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. Após a introdução (1.1-13), Marcos narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1.14-9.50) e Judéia (caps 10-13), culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8.31).

 
     
 

         Marcos é o menor dos Evangelhos, e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. É o evangelho da ação, movendo-se rapidamente de uma cena para outra. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor, Mateus e Lucas apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas, enquanto que Marcos é como um filme da vida de Jesus. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. A palavra ocorre quarenta e duas vezes, mais do que em todo o resto do NT. O uso freqüente do imperfeito por Marcos denotando ação contínua, também torna a narrativa rápida.

 
     
 

         Marcos também é o Evangelho da vivacidade. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. Existem muitos latinismos no Evangelho (4.21; 12.14; 6.27; 15.39). Marcos enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos, e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Marcos escreveu para uma audiência romana e gentílica.

 
     
 

         De muitas formas, ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10.45). Todo o ministério de Jesus (milagres, comunhão com os pecadores, escolha de discípulos, ensinamentos sobre o reino de Deus, etc.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus, que tem seu clímax na cruz e ressurreição.

 
     
 
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