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Em
tudo dai graças. I Tes. 5:18.
Espera
Deus que Lhe agradeçamos tudo - mesmo que nos sobrevenham
infortúnios? Algumas pessoas parecem achar que sim.
Lembro-me de ter lido, anos atrás, um relato publicado
numa revista popular de notícias acerca de uma organização
religiosa que ensinava seus adeptos a literalmente darem
graças a Deus por tudo o que lhes acontecia, bom
ou mau. Como exemplo, a revista citava o caso de um frentista
de posto de gasolina que fora agredido por uma gangue de
arruaceiros. O rapaz tinha ficado inconsciente e fora roubado,
mas, por sorte, não morrera. Quando recuperou a consciência,
em vez de lamentar seu infortúnio, exclamou: "Graças
a Deus!"
Posso estar enganado, mas acho que o rapaz estava agradecendo
a Deus por lhe haver poupado a vida, e não por ter
sido assaltado. Mas suponhamos que ele estava dando graças
a Deus por sua desdita; espera Deus realmente que Lhe agradeçamos
as más coisas que nos acontecem?
Aparentemente, Jó pensava assim. Quando sua esposa
recomendou que ele amaldiçoasse a Deus e morresse,
Jó respondeu: "Temos recebido o bem de Deus,
e não receberíamos também o mal?"
Jó 2:10 - grifo acrescentado. Jó cria que
tanto o mal como o bem vêm de Deus e, sendo que era
apropriado agradecer-Lhe o bem que Ele concede, devia ser
igualmente apropriado agradecer o mal que Ele envia.
Acontece que, embora Jó aparentemente não
tenha ficado sabendo, ele estava errado. Ao contrário
do que acontece conosco, ele nunca foi levado para os bastidores
para ver que Satanás, e não Deus, era a causa
de suas aflições. É Satanás,
o originador do pecado, o responsável último
por todo sofrimento, e com certeza nenhum sofredor lhe deve
agradecimentos por suas desventuras.
Mas observe que Paulo não diz: "Por tudo dai
graças", mas: "Em tudo dai graças"
- e isso faz toda a diferença no mundo. Significa
que devemos manter uma atitude constante de gratidão,
tanto na prosperidade como na adversidade. Na prosperidade,
porque sabemos que todas as bênçãos
vêm de Deus; na adversidade, porque sabemos que Deus
pode tirar algo bom de algo mau - uma bênção
a partir de algo que parece maldição (ver
Nee. 13:2).
Dia de Ação de Graças
Andarei, Senhor, ao redor do Teu altar, para entoar, com
voz alta, os louvores, e proclamar as Tuas maravilhas todas.
Sal. 26:6.
O
costume de separar dias para ações de graça
não é de origem recente. Era prática
comum entre o povo nos tempos do Antigo Testamento. Por
outro lado, o costume de separar um dia por ano para dar
graças pelas bênçãos de Deus
originou-se nos tempos modernos, na América do Norte.
No dia 21 de dezembro de 1620, o navio Mayflower, sob o
comando do Capitão Christopher Jones, lançou
âncoras na Baía de Plymouth. A perigosa travessia
desde o Velho Mundo havia levado dois meses - um período
longo para os padrões de hoje. Antes de pisar em
terra, os 41 homens a bordo assinaram o famoso "Pacto
do Mayflower". Pela assinatura desse documento, a fidelidade
daqueles sinceros cristãos tomou forma visível.
Não apenas agradeceram as providências de Deus;
renovaram também a sua dedicação a
um princípio - a fé. A fé os havia
levado a planejar aquela viagem, a fé os havia sustentado
na jornada e a fé agora os constrangia a erguer as
vozes em louvor e gratidão a Deus por tê-los
levado em segurança "ao desejado porto"
(Sal. 107:30).
Durante o inverno que se seguiu, pereceu a metade dos passageiros
e da tripulação. Apesar disso, quando a primavera
chegou e o Capitão Jones ofereceu passagem grátis
a qualquer que desejasse retornar para o antigo continente,
nem uma única alma lhe aceitou o oferecimento!
A fé daqueles Peregrinos, que poderiam ter retornado
para o Velho Mundo, é reminiscência da sólida
fé de Abraão, Isaque e Jacó. Eles "confessaram
que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra. ... E,
se, na verdade, se lembrassem daquela [pátria] de
onde saíram, teriam oportunidade de voltar".
Mas eles não voltaram! Por quê? Porque aspiraram
"a uma pátria superior, isto é, celestial".
Heb. 11:13, 15 e 16.
Você e eu também somos estrangeiros e peregrinos
na Terra. Ao darmos graças a Deus hoje por bênçãos
materiais, agradeçamos-Lhe também o país
celestial que Ele tem preparado para os fiéis de
todas as épocas (ver Heb. 11:39 e 40).
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