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  A IGREJA E A SEXUALIDADE  
  Gn 2:7; lCo 7:1-11; Tt 2:5.  
 

                   No contexto social em que a Igreja sobrevive, é relevante estar sempre alerta quanto à convivência de seus membros, convivência esta pautada na Palavra de Deus como padrão, tanto no seio da mesma quanto no cotidiano da sociedade.

          A IGREJA É COMPOSTA DE INDIVÍDUOS POTENCIALMENTE SEXUADOS
          - No Antigo Testamento, o povo de Deus era denominado “Congregação” (Lv 1:1; 4:13; Nm 1:2); já no Novo Testamento, Jesus usou o termo grego “Ekklesia”, originando assim, o termo “Igreja” (Mt 16:18; Jo 10:16; Ef 2:11-22). Por “Igreja” se entende duas colocações: l) Igreja Local (Mt 18:17; At 12:1ss.; 13:1; 15:4; lCo 1:2; Gl 1:2) – fundada em Jerusalém (At 2:1ss.); é visível, literal, militante e com sistema de governo; e, 2) Igreja Universal, a Noiva de Cristo (Mt 16:18; Jo 10:16; At 20:28; Hb 12:22-24) – edificada na morte de Cristo (Ef 2:13-22; Jo 12:24, 32); é invisível (Jo 3:3-5; 10:16) e triunfante; esta Igreja se manifestará no Arrebatamento (lCo 15:50-58; lTs 4:13-18), quando os que estão no Paraíso ressuscitarem (Lc 23:43; Jo 20:17; Rm 10:7; Ef 4:8; lTs 4:16) mais os vivos que serão transformados (lTs 4:17). A Igreja referida neste estudo é a Igreja Local.
             A Igreja Local é composta de pessoas com sexualidade; uma vez que a sexualidade de um indivíduo se define como sendo as suas preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da sua identidade e atividade sexual, num determinado período da sua existência. Uma vez que a sexualidade de um indivíduo pode ser afetada pelo ambiente sócio-cultural e religioso, a Igreja tem sobre si grande responsabilidade quanto à orientação sexual dos seus membros, e de se pronunciar e tomar decisões junto à sociedade onde está inserida.

          A IGREJA PODE ESTAR INSERIDA EM UMA SOCIEDADE ONDE SE PROMOVE UM AMBIENTE SÓCIO-CULTURAL CONTRÁRIO À PALAVRA DE DEUS
          - Uma Sociedade sem orientação bíblica está sempre sujeita aos seguintes problemas: l) Comportamento sexual (masturbação; sexo anal; sexo oral; sexo em grupo; sexo virtual; L. G. B. T. – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) tão divulgado através dos meios de comunicação, principalmente, através da Internet e da Televisão; 2) Doenças sexualmente transmissíveis (D. S. T. – AIDS ou Sida, Herpes, Gonorréia, Hpv, Sífilis, Linfogranuloma venéreo, etc.); 3) Crimes (Assédio sexual, Incesto, Violação, Pornografia infantil, Pedofilia, etc.); e, 4) Identidade Sexual.
              A nossa Sociedade brasileira passou de uma forma de governo ditatorial para outra democratizada. Por conta disso, e de concessões através de projetos elaborados por autoridades políticas, há certa concorrência para liberação de até desvio de conduta sexual. Observa-se que vários grupos de homossexuais, lésbicas, bissexuais, etc., procuram espaço público para suas práticas serem normais, e aceitas por todos.
              A Igreja, além de instruir sexualmente de acordo com a Palavra de Deus os seus membros, deve se pronunciar quanto à sua posição perante a sociedade. Na verdade, todas as outras  instituições possuem um embasamento teórico para suas práticas pretendidas; porém, a Igreja, fundamenta-se nas Sagradas Escrituras, para, também, por direito ocupar seu espaço na sociedade, exaltando a Heterossexualidade e a Família; isto é, se as outras instituições e seguimentos procuram espaço para suas práticas na sociedade, a Igreja do Senhor também deve procurar esse espaço, utilizando-se de argumentos convincentes (Lc 14:23).

          A IGREJA É RESPONSÁVEL POR DIVULGAR UMA SEXUALIDADE AUTÊNTICA E SADIA
          - Em relação à Sociedade, a Igreja deve ser um paradigma para esta Sociedade nela se espelhar.
             Quanto aos seus membros, a Igreja deve demonstrá-los os padrões sexuais genuínos, pois tais membros precisam ser moral e sexualmente puros (2Co 11:2; Tt 2:5; lPe 3:2). O termo “puro” (“hagnos” ou “amiantos”, grego) significa “livre de toda mácula da lascívia”; refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade [estado ou qualidade de pessoa isenta de relação carnal; pessoa virgem] e a castidade [qualidade de quem é puro, incontaminado, imaculado] ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (lTs 4:4) e não em “concupiscência” (lTs 4:5). (Bíblia de Estudo Pentecostal). Até mesmo as crianças devem ouvir a explicação do significado do sexo, e do crescimento, em primeiro lugar da parte dos seus pais.

          A PRATICABILIDADE DA SEXUALIDADE ENTRE OS MEMBROS DA IGREJA
          - Inserida na Sociedade, a Igreja pode se prevalecer na defesa do casamento como Instituição divina (A Bíblia dá muita importância ao casamento – Gn 2:24; Ef 5:31, 32), da família (Cl 3:18-25), e da Heterossexualidade [(lCo 7:1-5, 17) – ou Heterossexualismo que se refere a atração sexual e/ou romântica entre indivíduos de sexos opostos, e é considerada a mais comum orientação sexual nos seres humanos]. Rejeitando a Pomossexualidade (classe de orientação sexual de quem rejeita qualquer classificação), a Pansexualidade (orientação sexual distinta da Bissexualidade), e outras orientações contrárias aos ensinamentos da Palavra de Deus. (Wikipédia).
              Para não ser necessário disciplinar, a Igreja deve primar por uma adequada orientação sexual, de acordo com a faixa etária dos membros, através de estudos e palestras com orientadores idôneos para atender a demanda. Esta orientação pode ser voltada para os seguintes temas: l) Os órgãos sexuais (masculino e feminino); 2) A fisiologia reprodutiva (ejaculação, menstruação, gravidez, aleitamento, etc.); 3) O desenvolvimento sexual (sexualidade infantil, puberdade, adolescência, etc.); e, 4) Educação sexual (contracepção e abordagens religiosas, políticas e pedagógicas, etc.).
              É imprescindível, também, a Igreja primar por orientações, principalmente aos jovens – uma vez que vem ocorrendo fatos em que jovens estão freqüentando igrejas locais, com comportamentos estranhos à Palavra de Deus em meio à sociedade. Essas orientações devem ser em relação ao:
              -  l) Casamento (Gn 2:18-24; Mc 10:7-9; Ef 4:25-33);
              - 2) Sexo antes do Casamento [proibido pela Palavra de Deus, conforme Lv 18:6ss.; At 15:20; Rm 1:29; lCo 5:1; 6:13, 18; 7:2; 10:8; 2Co 12:21; Gl 5:19; Ef 5:3; Cl 3:5; lTs 4:3; Hb 13:4; Jd v. 7; etc.];            
              - 3) Sexo no Casamento [Pv 5:18, 19 – Deus viu que era bom (Gn 1:31); pois há propósitos: (a) Procriação (Gn 1:28), que é a multiplicação da espécie humana; e, (b) Prazer (Pv 15:15), um relacionamento monogâmico onde um satisfaz os desejos do outro, de acordo com a Palavra de Deus, e ambos sejam felizes, com alegria e prazer como consolidação do amor mútuo];
              - 4) Prática Sexual [que é uma experiência de dar-se (lCo 7:1-5) – (a) Um se preocupa em satisfazer o outro, de modo abundante (lCo 7:5), quando é importante descobrir a freqüência da prática que agrade ao outro, uma vez que a abstinência sexual pode ser usada por Satanás, se não houver suprimento da necessidade, que, geralmente, é maior no esposo; é relevante lembrar que, quando um casal se abraça na cama, ela quer carinho, ele, pensa em sexo; (b) Essa experiência deve ser criativa; (c) Deve trazer satisfação (Ct 4:1ss.; 7:1ss.) conhecendo as diferenças entre o homem, que se excita pelo olhar, e a mulher, que se excita pelo toque e audição.];
               - 5) Problemas que afetam o bom Relacionamento: (a) Desinformação sobre Sexo – Achar que falar de sexo abertamente seja pecado; isto traz atritos e levanta barreiras entre os dois; (b) Egoísmo do Esposo – Prejudica o relacionamento de ambos pois, se a Esposa não se realiza, o sexo pra ela fica sendo algo ruim, afetando o seu estado emocional, negando o sexo ao Esposo (lCo 7:5); (c) Traumas e Problemas Psicológicos – Desajustes em função de traumas, tais como: - abuso sexual, incesto, etc., que podem afetar o emocional, refletindo no comportamento sexual, sendo necessária a “cura interior”; (d) Falta de Ambiente Sossegado – Para um bom Relacionamento; (e) Stress Físico e Emocional – Estar bem fisicamente e em harmonia com as emoções; (f) Conceitos Errados sobre Sexo – Conceitos de que o sexo interfere na espiritualidade ou que é pecado, tais como: - tirar a Bíblia do quarto, esposa despir-se diante do esposo, ter relação no escuro e embaixo do lençol, etc.; e, (g) Falta de Carinho – Esposa não bem cuidada, tem dificuldades para relacionar-se sexualmente com o seu esposo; para ela, carinho e atenção são fundamentais. (Pr. Antonio Carlos de Souza – O Plano de Deus para um Casamento Feliz). E, finalmente,
               - 6) Moral Sexual (Dt 22:13ss.; Hb 13:4): - (a) A Intimidade Sexual é limitada ao Matrimônio (Gn 2:24; Ct 2:7; 4:12) – Os prazeres físicos e emocionais no relacionamento conjugal fiel são ordenados e honrados por Deus (Ct 2:14; 4:12); a lascívia (“aselgeia”, grego – denotando a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio em relação ao sexo oposto – Gl 5:19; Ef 4:19; lTm 2:9; lPe 2:2, 18) tem sido obstáculo para muitas pessoas; (b) O Adultério [(Mt 5:32; lCo 6:10) – “moichao”, no grego, significando “ter relação ilícita com a mulher do outro...]; a Fornicação e prostituição [(Lv 18:6-10; 20:11, 12, 17, 19-21; lCo 6:18; lTs 4:3)  – “porneia”, no grego, significando ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extra-maritais; tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento – com mais freqüência entre os solteiros]; o Homossexualismo [(Gn 13:13; 19:5; Lv 18:22; Jz 19:22; 2Sm 1:26; lRs 14:24; 15:12; Rm 1:27) a Sodomia (Gn 18:32; 19:6-8; Ez 16:48-50; Mt 10:5-15; Jd v. 7)], os desejos e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus, por transgredirem a Lei do Amor (Êx 20:14) e profanação do Relacionamento Conjugal. Esses pecados são condenados nas Sagradas Escrituras (Pv 5:3), colocando o culpado foram do Reino de Deus (Rm 1:24-32; lCo 6:9, 10; Gl 5:19-21); (c) A Imoralidade e a impureza sexual [Impureza (“akatharsia”, no grego, significa “pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5:3; Cl 3:5)] não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem diga que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, com mútuo “compromisso”, seja aceitável, por não haver ato sexual completo; isso é um pecado contra a Santidade de Deus e o Padrão Bíblico de pureza (Lv 18:6-10; 20:11, 17, 19-21; 18:6). O crente deve ter autocontrole abstendo-se da prática sexual antes do casamento; se houver dedicação à vontade de Deus, pela fé, abrir-se-á caminho para a bênção do domínio próprio, a temperança (Gl 5:22).

          CONCLUSÃO: - Com este estudo, notamos que a Igreja Local é estruturada por pessoas dotadas de sexo; e, esta Igreja pode estar inserida em uma Sociedade onde é promovido um meio sócio-cultural que contraria os preceitos da Palavra de Deus. Assim sendo, a Igreja tem a sublime responsabilidade de testemunhar uma sexualidade pura e sadia. Quanto à praticabilidade da sexualidade, a Igreja deve fazer com que prevaleça a defesa do Casamento, da Família e da Heterossexualidade; e, fazer com que seus membros sejam orientados quanto à sexualidade, de acordo com o Padrão perfeito que é a Bíblia, a Palavra de Deus.
Pr. Damásio Missias Farias

 
 

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