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  O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS  
  Lc 16:19-31  
 

         Alguns afirmam que quando o homem morre tudo se acaba; outros, que ao morrer, o homem vai para a sepultura; outros, que o homem fica vagando no espaço; e, outros, que fica entregue ao esquecimento.
          Por conta da existência de especulações quanto ao estado em que se encontra o homem depois que vai a óbito, é imprescindível um estudo específico sobre o estado intermediário.
          Por “estado” entende-se “situação; posição; condição; etc.”. Por “intermediário” entende-se “no meio; intervalo entre dois atos, entre a morte e ressurreição; etc.”. Portanto, vejamos o que a Bíblia diz sobre o estado intermediário dos mortos, assim, muitas dúvidas com relação a ente queridos falecidos poderão ser dirimidas:

AO MORRER, O HOMEM DEVE IR PARA AS REGIÕES DOS MORTOS
“e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1:21). “Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma do poder do mundo invisível? (Selá) (Sl 89:48).

          Isto é, após a morte física, o homem deve ir para uma posição (Sl 16:10; 63:9; Ez 32:17ss.; Lc 16:19-31) no Intervalo entre os dois atos seguintes: (l) A Vida Terrena, que é finalizada com a morte física; e, (2) A Eternidade, através do Arrebatamento (para os santos – lTs 4:13-18), ou do Juízo Final (para os ímpios – Ap 20:11-15).
          1. O homem possui estrutura material e estrutura espiritual – “Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2Co 4:16) - Gn 1:26; 2:7; lTs 5:23.
               - A Estrutura Material (Homem Externo) – É composta de um corpo, com cinco sentidos (visão, olfato, audição, paladar e tato), sendo assim a oficina da alma mais o espírito. A Estrutura Espiritual (Homem Interno – Rm 7:22) – É composta de alma, com três faculdades: (a) Intelecto (com memória, razão e imaginação); (b) Sentimento; e (c) Emoções; e, espírito, com duas faculdades: (a) Fé; e (b) Consciência. Sendo assim, o Homem Interior possui uma fisionomia semelhante a do Homem Exterior; isto é observado em Mt 17:1-8, quando Moisés e Elias (Homem Interior no estado intermediário) foram reconhecidos pelos três apóstolos.
          2. Quando o homem vai a óbito, ocorre uma separação – “E Abraão expirou e morreu em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo”. (Gn 25:8) - Gn 25:17; 35:29.
               - A morte é a separação do Homem Interno, que sai de dentro do Homem Externo.
          3. Quando ocorre o óbito, o corpo do homem (Homem Externo) vai para a sepultura (Queber, hebraico) e, a alma mais o espírito (Homem Interno), para as regiões dos mortos. Veja 2Co 4:16; 5:1; 2Pe 1:14. No estado intermediário, todas as pessoas estão conscientes (não há como impedir as ações das faculdades da alma e do espírito – Mt 17:1-3); só não sabem o que ocorre na terra no momento; a não ser quando encontram outros que vem da terra, via óbito, e lhes dão notícias.
          4. Quanto ao Sheol (as regiões dos mortos, hebraico – Sl 16:10; 89:48) ou Hades (o além, grego), vejamos:
               “E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” (Lc 16:22, 23).
              - Por um lado, está o Seio de Abraão, para onde eram levados os que morriam na esperança (Gn 4:8, 9; lRs 17:21, 22; Jó 1:21; Lc 16:22, 23); em seguida o Abismo (Lc 16:26), tendo abaixo de si o Poço do Abismo (tartaroo, grego – onde estão presos os anjos caídos e onde Satanás será preso no final da Grande Tribulação – Ap 9:1-11; Ap 20:1-3, 7). Por outro lado, do Abismo, está o Lugar de Tormento, o “Inferno Intermediário”, onde são lançados os ímpios (Dt 32:22; Jó 26:5; Sl 9:17; Lc 16:24). Certamente, em algum lugar do Sheol está guardado o Geena, o Lago de Fogo e Enxofre, que será inaugurado pelas duas bestas, no final da Grande Tribulação (Ap 19:20; 20:10). Ao findar o Milênio, após uma revolta, Satanás ali será lançado (Ap 20:10); e, após a segunda ressurreição, e o julgamento no Juízo Final, os ímpios, que estavam no “Inferno Intermediário, também, ali serão lançados (Mt 25:46; Ap 20:11-15).

O HOMEM VAI PARA O ESTADO INTERMEDIÁRIO POR CONTA DA SUA QUEDA NO ÉDEN - Gn 3:1-7
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. (Rm 5:12).

          O homem, antes da queda, vivia em estado de inocência – Gn 2:15-25. Neste estado de inocência, não havia morte para ele (espiritual, física, ou eterna, que é a segunda morte). Então, era possível o homem viver eternamente no estado de inocência. Mas, a entrada do pecado na raça humana fez com que a sua estrutura fosse mudada. O homem perdeu a comunhão com Deus, passou a conhecer, além do bem, muito mais o mal, e estar sujeito, além da morte espiritual, da morte física e da morte eterna. Seus seis instintos (Aquisição, domínio, auto proteção, reprodução, comunhão e alimentação) entraram em evidência na sua natureza modificada (Gn 3:7-24).

O HOMEM DEVE IR PARA O ESTADO INTERMEDIÁRIO PARA AGUARDAR O ARREBATAMENTO OU O JUÍZO FINAL:
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (lTs 4:16). “E deu o mar os mortos que nela havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Ap 20:13).

Do Arrebatamento, que é a primeira fase (parusia, grego) da segunda vinda de Cristo
(lCo 15:50-58; lTs 4:13-18), vai participar o homem que está no Paraíso (ante-sala do terceiro céu – Sl 68:18; Lc 23:43; Rm 10:7; 2Co 4:16-18; 12:1-4; Ef 4:8, 9; lPe 3:18, 19; 2Pe 1:14.), juntamente com os santos vivos que serão transformados; os que estão no Paraíso ressuscitarão primeiro; depois, os santos vivos seremos transformados. Após, todos com corpos gloriosos e semelhantes ao de Cristo, irão para as regiões celestiais, passando pelo Tribunal de Cristo, pelas Bodas do Cordeiro, e, pela Ceia das Bodas do Cordeiro.
Do Juízo Final, que é o julgamento após a segunda vinda de cristo, vai participar o homem que está no “inferno intermediário”; logo após, com corpo tenebroso, será lançado no Geena, o lago de fogo e enxofre (Ap 20:10-15), que foi inaugurado pelas duas bestas no final da Grande Tribulação (Ap 19:20; 20:10), onde ficará para sempre; assim como, atualmente, as cidades têm cadeias, penitenciárias, etc., a Nova Terra terá sua “cadeia” eterna – o Lago de Fogo e Enxofre. 
 
O ACONTECER DO ESTADO INTERMEDIÁRIO DO HOMEM
“E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:43). “Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também, antes, tinha descido às partes mais baixas da terra?” (Ef 4:8, 9).

  1. O Estado Intermediário antes de Cristo:

                     - Depois da Dispensação da Inocência, o homem vivia na terra por certo tempo, sabendo que ia partir para o outro lado da vida. Sua vida aqui na terra seria de acordo com o tempo histórico e suas condições. Por exemplo, sem ser apenas dispensacionalista, considera-se as Dispensações: Consciência; Governo Humano; Patriarcal ou da Promessa; e, da Lei; com suas condições, mesmo havendo a graça de Deus.
                     - Quando esse homem morria, seu corpo era sepultado, mas, sua alma e seu espírito - que dão forma ao Homem Interno com a mesma fisionomia do Homem Externo - iam para o Sheol (ou Hades), onde estão as regiões dos mortos. Se tal homem, na terra, tivesse vivido impiamente; seu Homem Interior ia para a região de Tormento, o “Inferno Intermediário” (Lc 16:24), onde há sensação de queimadura por fogo, solidão, trevas, etc.; inclusive a ação da Consciência (que é o bicho que não morre, em Mc 9:48, isto é, a Consciência “martela” dizendo que tal homem já está condenado – Jo 3:18-21), tal homem fica aguardando, ali, o Juízo Final. Porém, se esse homem, na terra, tivesse vivido piedosamente; exemplo, na Dispensação da Lei, um judeu ou um justo prosélito, que tinha sacrificado de acordo com os delitos, tendo como base Lv 1 a 7, onde seus pecados eram expiados (Sl 32:1; 51:9 – pecados prorrogados, cobertos), seu Homem Interior ia para a região chamada Seio de Abraão, aguardando, ali, o sacrifício do verdadeiro Cordeiro de Deus (Jo 1:29), cujo sacrifício provocaria o derramamento do sangue, que não prorroga, mas apaga os pecados (Êx 24:8; Jó 19:25; Jo 19:34; Hb 9:22; l Pe 1:18, 19; lJo 1:7), e, também, aguardava o Arrebatamento da Igreja.
2. O Estado intermediário depois de Cristo:
                     - Conforme Sl 16:10; 68:18; Is 9:2; Lc 23:43; lPe 3:18, 19 Jesus, num dado momento após a sua morte na Cruz Imíssia, e vencer o pecado, a morte e a Satanás (Jo 16:33; 19:17; 20:1ss.), cumprindo todas as exigências da Lei [(Lv 1 a 7; Mt 5:17-19) - uma vez que nada do que aconteceu na vida terrena dele foi por acaso]; desceu ao Sheol (Sl 16:10; 49:15; Ef 4:8-10; Fp 2:10) e pregou aos espíritos em prisão, isto é, anunciou a vitória pelo sacrifício com sangue expiatório, aos santos que estavam no SEIO DE ABRAÃO, e anunciou a perca da eleição, aos anjos caídos (lPe 3:19; 2Pe 2:4), e a perca da salvação aos ímpios que estão no lugar de tormento (lPe 3:20; 2Pe 2:5). Após isto transportou Jesus os santos (inclusive um dos dois ladrões – Lc 23:43) que estavam no Seio de Abraão (que hoje está completamente vazio) para o PARAÍSO que está na ante-sala do Terceiro Céu (2Co 2:1-4; Ef 4:8, 9).
                        Após este trabalho, quem morre com Cristo é levado, pelos anjos (pois na atmosfera e no espaço sideral se encontram as hostes espirituais da maldade – 2Rs 3:27; Dn 10:13, 20; Ef 6:12; lPe 5:8, 9), num instante, ao Paraíso Celestial; quem morre sem Cristo, como dantes, desce ao Sheol, para o lugar de tormento, o “Inferno Intermediário”.
                        Há pessoas que, no momento do óbito, da transição de um meio material para um meio espiritual, demonstram suas experiências para os vivos que o rodeiam. Por exemplo, houve uma pessoa que no momento de sua passagem (cuja passagem dura geralmente alguns minutos) dizia: “Ai que escuro; ai que quente”; sabemos que o Pr. Cícero Canuto de Lima, pouco antes de sua passagem, enquanto tomava uma xícara de café, parou, ficou atento, e dizia: “Estou ouvindo lindas músicas lá do Céu”. É possível, também, que um salvo, no momento da transição, com a permissão de Deus, veja outro que já se foi para o Paraíso, como se estivesse pertinho dele, no meio espiritual (Mt 17:2, 3).

CONCLUSÃO: - O Homem - que é constituído de corpo, alma e espírito, e é constituído de homem externo e homem interno; ao morrer, vai para um estado intermediário, por conta da queda; onde vive conscientemente, aguardando a ressurreição. Antes da Cruz de Cristo, após a morte física, o corpo do homem (homem externo) ia para a sepultura; já o homem interno ia ou para o Seio de Abraão, na esperança, porque o sangue de animais apenas prorrogava o pecado; ou ia para o lugar de tormento. Porém, após Cristo morrer na Cruz derramando seu sangue que limpa o pecado, foi ao Sheol e pregou aos espíritos em prisão; imediatamente, transportou os santos do Seio de Abraão para o Paraíso, antes do Terceiro Céu. Atualmente, quem morre com Cristo é levado por anjos até ao Paraíso, onde aguarda o Arrebatamento, que se dará na primeira fase da segunda vinda de Cristo, o momento principal da primeira ressurreição; porém, quem morre sem Cristo é levado, como dantes, para o lugar de tormento (“inferno intermediário”), onde aguarda a segunda ressurreição, que se dará ao findar o Milênio, para ser julgado lavrando-se a sentença de sua condenação, na ocasião do Juízo Final.

Pr. Damásio Missias Farias
Texto examinado pelos Pastores: Carlos Padilha de Siqueira;
                                              David Ferreira da Costa; e Marcos Areias Soares.

 
 

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